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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como Esú tornou-se Rei de Ijelu.



Como Èsù tornou-se Rei de Ijelu

Èsù consultou Ifá, a fim de saber como obter uma fortuna. Ifá disse que Èsù deveria ofertar um sacrifício e depois viajar até uma cidade chamada Ijelu. Quando Èsù chegou em Ijelu, ele hospedou-se na casa de um morador, contrariando os costumes local, o que prevê que um visitante deve hospedar-se na palácio do rei.

Já na madrugada, enquanto todos dormiam, Èsù ateou fogo nas palhas que serviam de telhado na casa que estava abrigado. Feito isso, Èsù gritava por socorro, gerando um grande alarde na cidade. Èsù gritava, ainda, que o fogo havia consumido uma enorme fortuna, que trouxera embrulhada em seus pertences, que como muitos testemunharam, foram confiados ao dono da casa. Na verdade, ao chegar em Ijelu, Èsù entregou ao seu hospedeiro um grande fardo, dentro do qual, segundo declaração sua, havia um grande tesouro, fato este, que foi testemunhado por muitas pessoas do local.

Rapidamente, a notícia chegou aos ouvidos do Rei que, segundo a lei do país, deveria indenizar à vítima de todo o prejuízo. Ao tomar conhecimento do grande valor da indenização e, ciente de não possuir meios para saldá-la, o Rei encontrou, como única solução, entregar seu trono e sua coroa a Èsù, com a condição de poder continuar, com toda sua família, residindo no palácio.

Diante da proposta, Èsù aceitou imediatamente, passando a ser deste então o Rei de Ijelu

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


Laroyê Esú!!!

Motumbá irmãos!
Hoje, segunda feira, dia de Esú, vamos falar sobre este Orixá.

Exu (Èsù) é a figura mais controversa do panteão africano, o mais humano dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Deus da terra e do universo; na verdade, Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu é o ego de cada ser, o grande companheiro do homem no seu dia-a-dia.
Muitas são as confusões e equívocos relacionados com Exu, o pior deles associa-o à figura do diabo cristão; pintam-no como um deus voltado para a maldade, para a perversidade, que se ocuparia em semear a discórdia entre os seres humanos. Na realidade, Exu contém em si todas as contradições e conflitos inerentes ao ser humano. Exu não é totalmente bom nem totalmente mau, assim como o homem: um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra.
O maniqueísmo, próprio das grandes religiões monoteístas, não se aplica ao Candomblé, muito menos a Exu. A cultura africana desconhece oposições, em especial a oposição entre bem e mal; sabe-se aqui que o bem de um pode perfeitamente ser o mal de outro, portanto, cada um deve dar o melhor de si para obter tudo de bom na sua vida, sempre cultuando, agradando e agradecendo a Exu, para que ele seja, no seu quotidiano, a manifestação do amor, da sorte, da riqueza e da prosperidade.
Exu é o orixá que entende como ninguém o princípio da reciprocidade, e, se agradado como se deve, saberá retribuir; quando agradecido pela sua retribuição, torna-se amigo e fiel escudeiro. No entanto, quando esquecido é o pior dos inimigos e volta-se contra o negligente, tirando-lhe a sorte, fechando-lhe os caminhos e trazendo catástrofes e dissabores.
Exu é a figura mais importante da cultura iorubá. Sem ele o mundo não faria sentido, pois só através de Exu é que se chega aos demais orixás e ao Deus Supremo Olodumaré. Exu fala toda as línguas e permite a comunicação entre o orum e o aiê, entre os orixás e os homens.
Exu é o dono do mercado, o seu guardião, por isso todo o comerciante e aqueles que lidam com venda devem agradar a Exu. As vendedoras de acarajé, por exemplo, oferecem sempre o primeiro bolinho a Exu, atirando-o à rua, não só para vender bem, mas também par afastar as perturbações, evitar assaltos etc., ou seja, para que Exu seja de facto um guardião e proteja o seu negócio.
É importante ressaltar que Exu não tem amigos nem inimigos. Exu protege sempre aqueles que o agradam e sabem retribuir os seus favores.
Exu foi a primeira forma dotada de existência individual. Não se sabe ao certo a sua região de origem em África, pois em todos os reinos se presta culto a Exu. Sabe-se, no entanto, que chegou a ser rei de Kêtu. Exu renasceu várias vezes e a sua história revela que é filho de Oxala.

▬ ESÚ

DIA DA SEMANA: Segunda-feira.
CORES: Preto (ou seja, a fusão das cores primárias) e vermelho.
SÍMBOLOS: Ogó de forma fálica, falo erecto.
ELEMENTOS: Terra e fogo.
DOMÍNIOS Sexo, magia, união, poder e transformação.
SAUDAÇÃO Laroié!
Exú Langìrí: acompanha o Orixá Osogiyan
Exú Lálú: acompanha Oxalá, Odé e Ogún.