Quem seria Logun Edé?
Como eu o sinto, percebo e entendo?
Divindade MASCULINA, o grande Feiticeiro de Ede, filho e mensageiro de Oxum, ligado a Ìyámi; cultuado para trazer força, sabedoria e dinheiro. Oferece aos seus iniciados e devotos o poder do “encantamento”.
Existem templos para Logun Edé em Ilesa (Oxum - Nigéria), seu lugar de origem. Em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, de tamanha coragem, que é relacionado a um leopardo.
De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Oxum, é um Orixá de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecer junto aos assentos de Oxum e sempre quando agradado deve-se agradar sua mãe. Tem predileção ao dourado. É um Orixá muito vaidoso - considerado o mais elegante de todos.
Herdou o dom da caça de seu pai Erinlé, por isso é da família dos Odé e seu símbolo podem ser o ofá, a lança de caça e o oguê (chifre – símbolo ancestral do poder). Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça, também símbolo de prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logunedé tem estas características, é também um príncipe guerreiro. Ademais, após ser abandonado por Oxum que foi com Xangô, Logun vai viver com Ogum, aprende com ele as artes da guerra e da metalurgia.
Foi Iansã quem o criou e o salvou do feitiço de Oxum que o transformou um cavalo marinho – sem perceber que ele era o seu filho. É coroado por Iansã como o príncipe dos Orixás. É amigo íntimo de Yewá. Foi companheiro em grandes jornadas com Exu. Aprendeu o uso das folhas com Ossaim. Conviveu com Oxalá, com Iemanjá, enfim, ele é realmente o jovem príncipe guerreiro, caçador, feiticeiro dos orixás. O equilíbrio entre o masculino e o feminino entre o humano e o divino.
Ele é Òlógunèdé. O senhor do encanto!!
Ele representa a criança que está guardada em nossa essência e é através dessa essência, que enxergamos o mundo de uma outra maneira e com muito mais amor.
Se existisse esse essência no coração de todos os seres humanos, certamente não existiria guerras, misérias, preconceitos e maldades no universo.
Eu acredito que um dia ainda o nosso príncipe tocara os corações mais brutos e maldosos, e o mundo será um lugar repleto de amor e paz.
domingo, 11 de maio de 2014
Quem seria Logun Edé?
Como eu o sinto, percebo e entendo?
Divindade MASCULINA, o grande Feiticeiro de Ede, filho e mensageiro de Oxum, ligado a Ìyámi; cultuado para trazer força, sabedoria e dinheiro. Oferece aos seus iniciados e devotos o poder do “encantamento”.
Existem templos para Logun Edé em Ilesa (Oxum - Nigéria), seu lugar de origem. Em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, de tamanha coragem, que é relacionado a um leopardo.
De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Oxum, é um Orixá de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecer junto aos assentos de Oxum e sempre quando agradado deve-se agradar sua mãe. Tem predileção ao dourado. É um Orixá muito vaidoso - considerado o mais elegante de todos.
Herdou o dom da caça de seu pai Erinlé, por isso é da família dos Odé e seu símbolo podem ser o ofá, a lança de caça e o oguê (chifre – símbolo ancestral do poder). Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça, também símbolo de prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logunedé tem estas características, é também um príncipe guerreiro. Ademais, após ser abandonado por Oxum que foi com Xangô, Logun vai viver com Ogum, aprende com ele as artes da guerra e da metalurgia.
Foi Iansã quem o criou e o salvou do feitiço de Oxum que o transformou um cavalo marinho – sem perceber que ele era o seu filho. É coroado por Iansã como o príncipe dos Orixás. É amigo íntimo de Yewá. Foi companheiro em grandes jornadas com Exu. Aprendeu o uso das folhas com Ossaim. Conviveu com Oxalá, com Iemanjá, enfim, ele é realmente o jovem príncipe guerreiro, caçador, feiticeiro dos orixás. O equilíbrio entre o masculino e o feminino entre o humano e o divino.
Ele é Òlógunèdé. O senhor do encanto!!
Ele representa a criança que está guardada em nossa essência e é através dessa essência, que enxergamos o mundo de uma outra maneira e com muito mais amor.
Se existisse esse essência no coração de todos os seres humanos, certamente não existiria guerras, misérias, preconceitos e maldades no universo.
Eu acredito que um dia ainda o nosso príncipe tocara os corações mais brutos e maldosos, e o mundo será um lugar repleto de amor e paz.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Osun Opara
Entre todas as qualidades de Oxum, Opará é a mais guerreira, companheira de Ogun, aparece muitas vezes ao lado de Xangô. É um orixá de grandes particularidades, afinal ela une dois elementos: a água e o vento, o que explica sua ligação tão forte com Oyá, os antigos dizem que “Onde mora Opará mora Oyá, Opará não come sem Oyá”. Carrega Abebé, o espelho e também a Adagá, a espada, que representa sua porção guerreira. Em alguns momentos aparece também guerriando com Ypondá, outra qualidade guerreira, com diz a cantiga:
“Kiloxê mi Opara, Kiloxê mi Ypondá
Reue, reue reue kiloxê mi Opara”
Sua comida é o omolokun com ovos, um pouco mais carregado no dendê, afinal a especiaria a agrada por sua ligação com Ogun, assim também está ligada ao mariwô. Sua cor é dourado e também pode se colocar em suas roupasa a cor rosa. Assim como pencas de metal jogadas em saia, afinal está ligada ao metal.
É representada pelas fortes quedas d’água e também na pororoca, com diz a lenda “Onde dois rios se encontram lá está Opará sempre lutando por seu espaço”. Entre muitos mitos que rondam essa qualidade o mais marcante é aquele onde ela se funde com Oyá, após ter a enganado, fazendo com que Oyá visse o seu lado ruim refletido no espelho. Seus mitos vem da região de Osogbô e também Oyó.
Suas filhas são autenticas e de personalidade forte, carregam consigo as magoas e tristezas da vida, tem poucos amigos e sempre são ponderadas e justas, onde muitas vezes a sua sinceridade chega a machucar. São vaidosas porém não vivem em pró a seu égo. Tem um lado espiritual muito aflorado para o ocultismo e adoram presentear as pessoas.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Ebô Baba Ebô Orum Álá, Orixá Alá Boriô Ebô.
O Milho Branco (agbadô ou ebô) é um grão muito importante para o Povo do Santo. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser considerados pelos seguidores do Candomblé. Todos os Orixás, de Esú à Oxalá e até mesmo os ancestrais, recebem oferenda a base deste grão. Todas as cerimônias, do ebó mais simples aos mais sofisticados, em rituais de iniciação, de passagem, ritos de vida e de morte, em tudo mais que ocorra em uma casa de Candomblé, só acontecem com a presença do Milho Brando (agbadò ou ebô). A pasta branca de milho branco depois de pilado ou moído chama-se (èko), o mingau chama-se (denguê), depois de moído e cozido e envolvida na folha de bananeira verde, chama-se de àkàsà, Os grãos cozidos só na água chama-se egbô, moído e cozido, envolvido em palha de bananeira seca chama-se aberem, Os grãos recheados com cebola, camarão, azeite doce e dendê chama-se Dibô, os grãos inteiros cozidos com coco e açúcar chama-se mukunza. Toda oferenda com milho branco restitui e redistribui o axé, por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-se a comida predileta de todos os Orixás. Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar e expressar o valor de uma oferenda a base de milho branco. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples, para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida extremamente importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição imaginária em detrimento do fundamento. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. Fundamento é o segredo compartilhado com o Povo de Santo, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá que existe em cada um de nós. O grande fundamento é que em todos os rituais por menor que seja a presença de alguma comida com milho branco deve estar presente, seja ela em forma de Ebô, Àkàsà, Aberem, Dibô, Denguê, que possibilita a paz, alegria e longevidade. O maior segredo e melhor fundamento do Candomblé é um ritual indispensável a todos nós, constituído do ato de oferecer Milho Branco à cabeça, chamado de Bori ou Ebôri, pois é este ritual que mantem todo Povo de Santo de pé e totalmente equilibrado.
sábado, 26 de abril de 2014
Òrí o Orixa mais importante.
ÒRÍ(Compreendendo Òrí como o Òrìsà mais importante)
No nascimento de todo ser humano, o Orí-Ode (cabeça física), é o primeiro membro que surge no mundo e, juntamente com a cabeça física, vem predestinadamente o Òrìsà o mais importante, chamado também de: ÒRÍ/ODÙ, ÒRÍ-INU ou ÒRÍ-ISÈSÈ, considerado como a nossa essência divina, que é mais diretamente ligada a Deus. Assim ÒRÍ-INÙ tem a importante missão de acompanhar um ÒRÍ-ODE (cabeça física), dês do nascimento, por toda a vida e, até após a morte. Com o Òrìsà ÒRÍ, trazemos as nossas impressões que estão gravadas em nosso inconsciente, a nossa origem no universo, a nossa missão neste mundo, as nossas capacidades e incapacidades, ligados ao nosso comportamento e conduta ética. Ligados a ao Òrìsà ÒRÍ está nosso Èlédà, (a mente/essência superior e criadora), como fonte da inteligência para a sobrevivência aqui no Aiyé (Terra). Portanto, de acordo com a força do Òrìsà Òrí em nossa cabeça, geramos toda a nossa força propulsora que nos conduzirá em nossa jornada, não somente para a vida em si como para uma longa-vida, mas também na saúde, equilíbrio mental/emocional, prosperidade, felicidade de casamento, obtenções de filhos (formação de família), ainda amigos, vitórias, honra, consideração, prestígio, também o nosso ofício somente profissional ou espiritual. Assim a pessoa está diretamente ligada ao Òrun (além) através do Òrísà ÒRÍ. Portanto, este Òrìsá especial é o único que conhece o próprio destino da mesma e a forma que nos conduzirá na passagem do mundo físico ao espiritual, até que somos tocados pela força de Ikú (a morte).
Considerando, o Òrísà Òrí = origem do ser = Elédà (mente superior), está ligado ao Òrum, e ao mesmo tempo ligado à Terra (Aiyé), e sua força sobrevive até após a morte para transmutar a morte física para a vida do espírito, e desta forma guardando em sua memória as marcas de sua origem, retornando à grande consciência cósmica (Deus).A cada dia que passa todo estudante de Ifá vai se aprofundando até que fica sabendo que "o pensamento provoca a ação", "a ação provoca a reação", e todos os frutos colhidos serão a resposta de nossa própria conduta, de nosso equilíbrio, tanto espiritual como emocional, e isto é ter um bom Orí, que saudamos como Òríire ou Òrírere. Já para aquelas pessoas com um Mau-Òrí diremos Òrí-Burúkú ou Òrí-Bururu, é aquele de cabeça infeliz, que é considerada uma cabeça fraca/incapacitada. O tipo de Òrí-Buruku é o mais comum, o qual pode vir com vários graus de incapacidades, dês de uma cabeça enfraquecida pelos desgastes da vida, cabeça deprimida, cabeça desiquilibrada, cabeça vulnerável à doenças leves até crônicas, morte prematura, perdas ou dificuldades financeiras, pobreza geral, ataques de feitiços, bruxarias, infertilidade, esterilidade, conquistas de inimizades, sofrimento por desonras, desrespeitos, perseguições, disposição à depressão, infelicidade no amor, tendência à fugas ou graus de pânicos (medos), irritação, desatinos, ócio, preguiça, desânimos, teimosia, arrogância, oposição a tudo e todos, agressividades, violência, insatisfação (oscilações de humos), reatividade, autoritarismo, mania de doenças, medo de perder, me de agir, medo de fazer as boas escolhas, medo de viver, medo de morrer. Em outros piores, desenvolve uma tendência à pratica da mentira gradativa, cleptomania, fofoca, sarcasmo, sadismo, maldição, falsidade, inveja, manipulação, maledicência, inteligência para golpes, trapaças, fraudes, corrupção, psicopatia, tendência à perversidade, crueldades até absurdas, loucuras, promiscuidades, compulsões de vários níveis, avareza, ganância por dinheiro, necessidade de ostentação, vaidade de ego, megalomania, futilidade, estupidez. Enquanto alguns Ori-Buruku podem se manifestar na falta de direcionamento, autoabandono, desleixo, bipolaridade no humor, falta de responsabilidade, incompatibilidades, precipitação, exageros, má administração, marasmos, vulnerável à perturbações de espíritos ou de pessoas egoístas, maliciosas e interesseiras. Em alguns outros Ori-buruku pode se manifestar a improdutividade de forma geral, vários tipos de incapacidades. Ou seja, um Ori-Buruku é sempre uma cabeça infeliz, de alguma forma evidente, sofrendo agressões ou agindo como agressor. Seja como for, a pessoa de Ori-Buruku já estar se desalinhando ou já está completamente desalinhada da sua fonte divina (Deus). Portanto, toda pessoa necessita manter o seu alinhamento com Deus. Há algumas pessoas necessitam de um realinhamento ou até uma transformação mais elaborada do Ori-Buruku em Orire.Portanto, unicamente através de ÒRÌ, Olódùnmarè, nosso Deus maior nos deu a possibilidade de atingir a perfeição, deixando conosco a sabedoria transcendente, a qual somente poderá ser compreendida com um bom Òrí, assim diz o Oríkì (exaltação), "Nada se faz sem um bom Orí," nem mesmo nosso corpo tem comando, nada caminha, nada evolui, nada prospera, não se tem alegrias, não se tem equilíbrio emocional/mental, não se tem amor, não se tem produtividade, não se tem fertilidade, não tem saúde, não se tem longa vida. Mas, é somente através de Ifá (opele ou Ikin), que soma a sabedoria suprema e se ativa a capacidade de um ÒRÍ. Ifá como sabedoria divina, a cosmogenia e a cosmologia, a vida e a morte, o nascimento da natureza, a visão total do mundo e da existência estabelecendo normas éticas que irão comandar as sociedades e os homens, e assim determinando uma conduta nobre diante de todas as forças que se formam contra o bem da humanidade, a força que conduz a sustentação do planeta vivo. Neste processo tão poderoso, aquele que executa o Ibóshumori (processo de assentamento do Igba-Eleda-Ori) estará agregando a si uma permissão para obtenção de um poder muito maior perante Olódùnmarè, Deus. Mas só Ifá traduz a individualidade de cada pessoa, Òrí-Ode e Òrí-Inu.
Agora, se tratando exclusivamente de Ifá, nem todas as pessoas estão habilitadas a carregarem em seu Òrí, a força de Orunmila que liga o ser humano com o sagrado. Seus sacerdotes, apoiados nos conhecimentos milenares, carregados por uma cultura de tradições que envolvem: botânica medicinal, mineralogia, zoologia, geologia, biologia, física, química, geometria, astronomia, astrofísica, filosofia, literatura, simbologia, iconografia, sociologia, ética moral, ciências humanas, sexologia, antropologia etc. Então, baseados em todas essas ciências, só um Babalawo legitimo consegue unir os elementos da natureza à energia vital de cada indivíduo procurando o equilíbrio entre as forças espirituais e materiais de cada um, esta união da ciência com o mundo espiritual precisa de mentes profundamente sãs.Èsé de Òrí no Odù IretefunIretéfun aquele que imprime o Efun nas costas de crocodilo. Ifá foi consultado para os 401e Irunmolé, quando eles iam para o Apere (o estado de perfeição) Aquele que marca o Efun nas costas de crocodilo. Ifa foi lançado para o Orisa Òrí, quando ele também estava indo para o Apere.Todos foram avisados, por Ifá, para oferecer sacrifício à sua cabeça, mas apenas o Orisa-Òrí ouviu o conselho de Ifá e executou o seu sacrifício O sacrifício de Ori foi eficazmente recompensador, Então ORI se tornou o mais importante Orishá entre todos os outros Orishá’s (divindades) Desde então, é, só Ori que atinge o Apere, o estado de perfeição.Qualquer outra divindade só pode dá um suporte à uma pessoa “apenas com o consentimento do próprio Ori”. Então ORI é superior a todas as Divindades. Ori é superior a todos os outros Irunmalé (orisa divinos).Nenhum outro Orisa fala mais alto que o Orisa-Òrì, Òrí é o unico Orisa que dá a consciencia e com tratamentos é o unico que conduz as pessoas ao estado de perfeição durante a vida.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Ejé (sangue)
O SIGNIFICADO DO SANGUE - A FORÇA SAGRADA
O conteúdo mais precioso do terreiro é o AXÉ. É a força que assegura a existência dinâmica, que permite o acontecer e o devir. Sem axé a existência estaria paralisada, desprovida de toda a possibilidade de realização. É o princípio que torna possível o processo vital.
(Juana elbein dos santos)
SACRIFÍCIOS
Sacrifício não é sinônimo de assassinato, relacionado que está a rituais sagrados, visando, no Candomblé e RELIGIÕES AFRICANAS TRADICIONAIS, ampliar acumular e distribuir a força vital e sagrada que é o Axé. Boa parte das religiões utilizava sacrifícios, em seus rituais, mas na maioria das vezes como um sentido expiatório, não se aplicando essa nação ao Candomblé por um motivo aparentemente simples: no Candomblé, não existe pecado, portanto não há o que expiar.
Entre os cristãos, por exemplo, a extinção do sacrifício (em termos reais), justifica-se pela morte de Jesus, o Cristo, que teria morrido para salvar a humanidade no mais importante sacrifício que o mundo assistiu. Ocorre que Jesus morreu pelos Cristãos, e não pelo Candomblé ou por RELIGIÕES AFRICANAS TRADICIONAIS, e isso significa, na realidade, que os ritos processados em outra doutrina religiosa não fazem nenhum sentido para nós da religião dos orixás; da mesma forma que os rituais de candomblé fogem a compreensão da igreja católica.
(inclusive vemos no livro Cristão, quando Jesus é apresentado ao templo Lucas 2;21, cumpridos os oito dias para circuncisar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo que lhe fora posto antes de ser concebido. Quando se completaram os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor. Todo primogênito será consagrado ao Senhor, e para dar a oferta segundo o que está disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.)
Em outras palavras o Candomblé e as RELIGIÕES AFRICANAS TRADICIONAIS só se explicam pelo Candomblé, não adiantando recorrer a bíblia para explicar e muito menos condenar as práticas da religião dos Orixás.
O sangue é de importância vital para os Orixás, pois esta ligado à concepção, à fertilidade, ao nascimento e a todas as etapas da vida. Sem sangue não há Axé, ninguém nasce sem sangue. Quando deixar de haver sacrifícios, o Candomblé deixará de existir.
NO DIA EM QUE UM HOMEM ENGOLIR UMA GALINHA INTEIRA, VIVA, SEM TIRAR AS PENAS, O SANGUE, AS VÍSCERAS; NO DIA EM QUE UM PARTO NÃO SANGRAR E A ÁGUA NÃO VERTER SOBRE A TERRA, NESTE DIA EU DEIXO DE CORTAR PARA O ORIXÁ !
Não se derramam o sangue do animal por maldade ou crueldade e muitos menos para fazer mal a alguém. O sacrifício é a condição para que a vida continue, e não apenas na RELIGIÃO DOS ORISAS (INKISES E VODUNS). Todos se alimentam, seja de carne seja de vegetal, e um boi pode ser comido em bifes, ou seja, em apartes e depois de morto.
UMA ALFACE, AO SER DESCONECTADA DE SUA RAIZ, TAMBÉM É MORTA.
Por que não se pode atribuir um significado religioso a um ato essencial para a sobrevivência humana?
Será mesmo que a condenação do Candomblé se deve ao sacrifício?
CLARO QUE NÃO.
Não seria uma forma da sociedade CAMUFLAR preconceitos mais profundos?
COM CERTEZA...
O ritual macabro não está nas RELIGIÕES AFRO DESCENDENTES, e sim nos matadouros, onde os animais são submetidos a inúmeras crueldades e morrem com muito sofrimento. Imaginem um animal ainda vivo tendo a sua pele arrancada: isso é um exemplo do ocorre nos matadouros.
É por isso que a carne que será consumida pelos iniciados deve ser sacralizada por meios de rituais específicos, a carne de um animal que morreu com o sofrimento não faz bem a ninguém.
Os Judeus e Muçulmanos, por exemplo, só comem carnes de animais abatidos de acordo com seus preceitos.
POR QUE A RELIGIÃO DOS ORISAS NÃO PODE FAZER O MESMO?
É um absurdo acusar A RELIGIÃO DOS ORISAS de fazer sacrifícios humanos, como têm feito certas igrejas.
O Candomblé e A RELIGIÃO DOS ORISAS não é uma religião hipócrita e assume o que faz. São sacrificados, sim, bois, bodes galinhas, patos e muitos outros animais, que depois servem de alimentos à comunidade, mas nunca seres humanos, pois o Orixá vive no Homem e através do Homem.
Todo homem sacrifica não necessariamente num sentido religioso, e mata para sobreviver.
QUE MAL PODE HAVER EM OFERECER AOS DEUSES AS PARTES QUE O HOMEM NÃO CONSOME?
Lembrem-se de que Jesus foi condenado à morte por pessoas que viriam a santificá-lo depois, fazendo o sinal-da-cruz, adorando a sua imagem ensangüentada. Pois que fique bem claro: não somos contra o homem Jesus, mas contra os homens que mataram Jesus.
NÓS NÃO MATAMOS NOSSOS ORIXÁS, NÓS OS AMAMOS COM TODOS OS SEUS DEFEITOS E QUALIDADES!
Para o Candomblé e A RELIGIÃO DOS ORISAS tudo que a natureza produz é sangue, pois o que define o sangue é a força que detém, ou seja, o Axé, e um sacrifício, requer a utilização de vários rios tipos de sangue, vindos das mais variadas fontes da natureza, atribuindo vida e sentido ao Orixá, aos homens e à própria existência.
Todos os elementos são portadores de axé e combinados reforçam, ampliam e restabelecem a relação entre os homens e os Orixás. O Axé é uma força vital que pode ser acumulada, aumentada, e o sacrifício, com a utilização das mais variadas fontes de Axé, provenientes da natureza, é que fortalece o poder dos Orixás e dos Candomblés e das RELIGIÕES AFRICANAS TRADICIONAIS!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Camisetas Orixas
"PREZADOS NO MOMENTO NÃO ESTOU MAIS COMERCIALIZANDO AS CAMISETAS, QUEM SABE FUTURAMENTE VOLTAREI!"
babaajagunan@hotmail.com
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O Dia em Que Òsóòsì, Aplacou a Grande Mãe Ancestral, Ìyàmì Àgbá
Aqui nesse espaço, já tivemos a oportunidade de discorrer diversas histórias relacionadas aos nossos Deuses, os Òrìsàs. Hoje vamos escrever uma das histórias daquele que é considerado o grande Patrono da Nação de Kétu, o grande caçador Òsóòsì.
Uma antiga história yorùbá, conta que Oduduwa, o grande rei da dinastia Nàgó, celebrava anualmente a "Festa do Inhame Novo", agradecendo a fartura das colheitas realizadas a cada ciclo. Nessa época, somente após a realização dessa grandiosa festa, é que era permitido o consumo daquilo que a terra oferecia ao povo. Fazendo um paralelo, essa festa é como o Pilão de Òsógiyán, que anualmente realizamos nos Terreiros.
Em uma dessas festas, o grande Rei Oduduwa, estava feliz e cercado por suas esposas. Todos os reis das cidades próximas a Ifé, chegavam e saudavam Oduduwa. No entanto, Ìyàmì, a grande mãe ancestral, descontente com aquele festejo, encaminhou à Ifé, um pássaro gigantesco, para amedrontar todos que se reuniam para comemorar a colheita dos inhames novos.
Quando aquele pássaro assustador começou a voar sobre Ifé, as pessoas entraram em pânico e começaram a correr amedrontadas. Oduduwa, por sua vez, mandou que trouxessem os melhores e maiores caçadores, para abater aquele pássaro que estava acabando com a sua festa.
Desse modo, da cidade de Ido, chegou Osotogun, o caçador de 80 flechas. Mesmo com todas as suas flechas ele não conseguiu atingir o pássaro encaminhado por Ìyàmì, acabando por falecer diante de todos. O mesmo aconteceu com o caçador de 40 flechas (Osotogi), que veio da cidade de More e com Osotadota, o caçador de 50 flechas, oriundo da cidade de Ilare. A medida que os caçadores morriam, a população ficava cada vez mais apavorada.
Por fim, Oduduwa mandou que chamasse de Irema, Osotokansoso, o caçador de uma única flecha. Ao saber que Osotokansoso estava à caminho de Ifé para caçar o pássaro que já havia matado três importantes caçadores, Ìyá Wunbanbá foi rapidamente consultar Ifá, para saber como seu filho poderia ter sucesso nessa empreitada.
Por meio do oráculo sagrado, Ifá disse que Osotokansoso estava caminhando para a morte, mas que, se a oferenda correta fosse realizada imediatamente, ele teria sucesso e seria reconhecido pelo povo pelo seu feito. Assim sendo, Ìyá Wunbanbá realizou a oferenda de uma Adiye, abrindo-lhe o peito e evocando as seguintes palavras: "Que o Peito dessa Adiye recebe essa oferenda". Nesse exato momento, Osotokansoso estava mirando sua flecha em direção ao poderoso pássaro. Contudo, Ìyàmì que comandava as forças do pássaro se distraiu para receber a oferenda feita por Ìyá Wunbanbá e, o caçador de uma única flecha, conseguiu aplacar aquele pássaro que aterrorizava Ifé, sendo aclamado por todos e por Oduduwa. Aquele que até então era desconhecido pela grande maioria, passou a ser popular, sendo chamado de Osowusi.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Oxaguian (Ajagunan)
Ogyan...
Há uma relaçao muito íntima, sem dúvida entre Ogun e Ogyan, tanto que muitos devotos e até mesmo sacerdotes o confundem com uma “qualidade branca” de Ogun... somente o desconhecimento para levar a esta proposiçao, haja visto que ogrande Ogun é um ébora, enquanto Ogyan é um Irunmonlè!...
Ogyan divide com Ogun algumas regências, como a guerra, o espírito de luta e o progresso cultural e tecnológico. No entanto são dois Orixàs absolutamente distintos, ainda que companheiros.
Ogyan é em si o Orixà da Vida, do Dia, do Masculino, da Guerra e do Progresso! Enquanto Ogun, primordialmente, era o Orixà da caça. Que deixou para seu irmão mais novo Oxóssi, enquanto foi se ocupar de “ganhar o mundo”. Com a ajuda de Ifà descobriu o FERRO e como manipulá-lo, era este o material que “ganharia o Mundo”, assim o metal seria o elemento mais necessário e mais respeitado neste plano de matéria, sempre rivalizando com o fogo sua hegemonia (donde se tira sua eterna rivalidade e contenda com seu irmao Xangô, o fogo). Quando descobriu o FERRO todos os Orixàs invejaram a descoberta de Ogun. No entanto, nem o próprio Ogun sabia exatamente o valor de tal descoberta. Foi sua parceria com Ogyan que o fez descobrir até em que extremo ele saberia explorar todo o valor desta descoberta. Pois Ogyan o estrategista efervescente, colocou Ogun para confeccionar todos os instrumentos que inventava! E assim Ogun e Ogyan produziram todos os instrumentos de labor, de cultivo, construçao e tb de guerra!! Sendo assim Ogun, o Orixà do Ferro, se tornou tb um dos patronos da construçao, do progresso, do trabalho, da agricultura e da guerra! Ainda se pode ver, em suas danças míticas, Ogun fazendo uso dos instrumentos que confeccionou, ao mesmo tempo que se pode ver, nas danças míticas, Ogyan apresentando cada instrumento criado por seu inventivo intelecto: A espada, a Lança, o Escudo, o pilão!...
Assim sendo, Ogyan é o Orixà da Guerra, enquanto Ogun é um de seus patronos e um grande general de batalha! . . São grandes Orixàs!! Ogyan é o inventor e Ogun seu artesão! Ambos espírito e técnica são invencíveis!!
Ogyan é nascido do Odù Eji-Ogè, do primeiro alento de vida de Olorùn (Deus), com ele véio o dia primordial e consigo a vida! À ele Olorùn confiou a vida, o dia e a criação! Que não pôde realizar só, senão com a ajuda de sua irmã Odudua, nascida logo a seguir pelo Odù Oyekù e o surgimento da sombra emergida do brilho do dia e da vida, trazendo consigo a noite, o feminino, a morte. Ambos terminaram sob as ordens de Olorùn a Criação dos 9 mundos e do Aiyé (o mundo manifesto) e todos os seus habitantes, tendo como dinamizador desta relação o terceiro Orixà mais velho: Exù (esfera), aquele que faz girar o Axé destes dois princípios e que assim cria os caminhos possíveis para a realização do plano divino.
Eis o Senhor do Dia, o Orixà do progresso e da cultura, o Orixà da vida e também da efervescência da vida, da discussao, da guerra e do avanço, da estratégia, da inteligência, do branco, do claro, do positivo e do masculino!!
Ajagunan!! Brinda o Universo com vida, com energia, com o lúdico e com a guerra e a cultura. Traz o Dia, traz o tempo, traz a evoluçao e o ritmo!
É um Orixà de estratégia, deixando o campo de batalha para seu companheiro Ogun, que se compraze com a violência do campo de batalha. Sendo assim Ogyan é o general e Ogun seu direto imediato! A Ogyan cabe os respeitos e a honra! Tanto que além da saudação digna aos Oxalàs: “Exe ê!” e “Epa Babà”, também exige o “Kabiesyi!” digno dos Reis!!
Ogyan , também porta o Irukeré (rabo de cavalo branco) símbolo de sua realeza! E também a vareta de amoreira... demonstrando que possui também uma forte ligaçao e regència sobre os mortos... Ogyan, o Orixà da vida por excelência, também é o Orixà da vida após a vida! Sendo assim rege os mortos e sua lembrança viva...
Na natureza encontramos Ogyan no camaleão, nos primeiros raios do Dia, assim como no dia todo. Também encontramos seu axé em tudo o que é branco e puro, assim como também nas águas, sobretudo nos gêisers, fontes de águas termais e quentes! Pois ele é a água e o fogo do início dos tempos, a água vulcânica que presenciou a criação do mundo e criou a atmosfera, o ar, que gerou a vida neste planeta!!
Ogyan é tanto o Orixà da vida que é muito comum ser um Orixà favorito dos sacerdotes anciãos, pois ele é sempre o prenúncio de mais vida! Onde entra um omorixá de Ogyan, a vida se renova, o tempo de vida se prolonga, as atividades retomam força, os objetivos se redefinem ou se discernem melhor os ideais. Há um reavivamento em tudo!! E também o famoso lorogùm... aquele que limpa e define as coisas... o brilho afiado de Ogyan que define tudo, que exalta os ânimos, os vícios e as virtudes, que traz à tona à verdade, e os contrastes, colocando tudo em seu devido lugar. Nada mais se paira à sombra, o dia chegou! É o brilho do dia, que com seu esplendor força os contrastres ao extremos clareando e definindo tudo! É a visão e a verdade! Nenhuma dissimulaçao ou meia-verdade resiste ao vigor de seu brilho que define as naturezas e traz à tona as verdades.
Seu elemento: Ar e Água
Seu temperamento: Quente
Sua regência: Vida, criatividade, estratégia, a guerra, as invenções, a inteligência, o debate, o brilho, o dia!
Saudemos então o grande senhor da vida!
Salve o grande guerreiro branco que desconhece à derrota!
Saudemos ao amanhecer do dia, quando surgirem os primeiros raios de vida e de luz!!
“Exeu ê! Epa Babà!! Kabiesy Ogyan!!”
Há uma relaçao muito íntima, sem dúvida entre Ogun e Ogyan, tanto que muitos devotos e até mesmo sacerdotes o confundem com uma “qualidade branca” de Ogun... somente o desconhecimento para levar a esta proposiçao, haja visto que ogrande Ogun é um ébora, enquanto Ogyan é um Irunmonlè!...
Ogyan divide com Ogun algumas regências, como a guerra, o espírito de luta e o progresso cultural e tecnológico. No entanto são dois Orixàs absolutamente distintos, ainda que companheiros.
Ogyan é em si o Orixà da Vida, do Dia, do Masculino, da Guerra e do Progresso! Enquanto Ogun, primordialmente, era o Orixà da caça. Que deixou para seu irmão mais novo Oxóssi, enquanto foi se ocupar de “ganhar o mundo”. Com a ajuda de Ifà descobriu o FERRO e como manipulá-lo, era este o material que “ganharia o Mundo”, assim o metal seria o elemento mais necessário e mais respeitado neste plano de matéria, sempre rivalizando com o fogo sua hegemonia (donde se tira sua eterna rivalidade e contenda com seu irmao Xangô, o fogo). Quando descobriu o FERRO todos os Orixàs invejaram a descoberta de Ogun. No entanto, nem o próprio Ogun sabia exatamente o valor de tal descoberta. Foi sua parceria com Ogyan que o fez descobrir até em que extremo ele saberia explorar todo o valor desta descoberta. Pois Ogyan o estrategista efervescente, colocou Ogun para confeccionar todos os instrumentos que inventava! E assim Ogun e Ogyan produziram todos os instrumentos de labor, de cultivo, construçao e tb de guerra!! Sendo assim Ogun, o Orixà do Ferro, se tornou tb um dos patronos da construçao, do progresso, do trabalho, da agricultura e da guerra! Ainda se pode ver, em suas danças míticas, Ogun fazendo uso dos instrumentos que confeccionou, ao mesmo tempo que se pode ver, nas danças míticas, Ogyan apresentando cada instrumento criado por seu inventivo intelecto: A espada, a Lança, o Escudo, o pilão!...
Assim sendo, Ogyan é o Orixà da Guerra, enquanto Ogun é um de seus patronos e um grande general de batalha! . . São grandes Orixàs!! Ogyan é o inventor e Ogun seu artesão! Ambos espírito e técnica são invencíveis!!
Ogyan é nascido do Odù Eji-Ogè, do primeiro alento de vida de Olorùn (Deus), com ele véio o dia primordial e consigo a vida! À ele Olorùn confiou a vida, o dia e a criação! Que não pôde realizar só, senão com a ajuda de sua irmã Odudua, nascida logo a seguir pelo Odù Oyekù e o surgimento da sombra emergida do brilho do dia e da vida, trazendo consigo a noite, o feminino, a morte. Ambos terminaram sob as ordens de Olorùn a Criação dos 9 mundos e do Aiyé (o mundo manifesto) e todos os seus habitantes, tendo como dinamizador desta relação o terceiro Orixà mais velho: Exù (esfera), aquele que faz girar o Axé destes dois princípios e que assim cria os caminhos possíveis para a realização do plano divino.
Eis o Senhor do Dia, o Orixà do progresso e da cultura, o Orixà da vida e também da efervescência da vida, da discussao, da guerra e do avanço, da estratégia, da inteligência, do branco, do claro, do positivo e do masculino!!
Ajagunan!! Brinda o Universo com vida, com energia, com o lúdico e com a guerra e a cultura. Traz o Dia, traz o tempo, traz a evoluçao e o ritmo!
É um Orixà de estratégia, deixando o campo de batalha para seu companheiro Ogun, que se compraze com a violência do campo de batalha. Sendo assim Ogyan é o general e Ogun seu direto imediato! A Ogyan cabe os respeitos e a honra! Tanto que além da saudação digna aos Oxalàs: “Exe ê!” e “Epa Babà”, também exige o “Kabiesyi!” digno dos Reis!!
Ogyan , também porta o Irukeré (rabo de cavalo branco) símbolo de sua realeza! E também a vareta de amoreira... demonstrando que possui também uma forte ligaçao e regència sobre os mortos... Ogyan, o Orixà da vida por excelência, também é o Orixà da vida após a vida! Sendo assim rege os mortos e sua lembrança viva...
Na natureza encontramos Ogyan no camaleão, nos primeiros raios do Dia, assim como no dia todo. Também encontramos seu axé em tudo o que é branco e puro, assim como também nas águas, sobretudo nos gêisers, fontes de águas termais e quentes! Pois ele é a água e o fogo do início dos tempos, a água vulcânica que presenciou a criação do mundo e criou a atmosfera, o ar, que gerou a vida neste planeta!!
Ogyan é tanto o Orixà da vida que é muito comum ser um Orixà favorito dos sacerdotes anciãos, pois ele é sempre o prenúncio de mais vida! Onde entra um omorixá de Ogyan, a vida se renova, o tempo de vida se prolonga, as atividades retomam força, os objetivos se redefinem ou se discernem melhor os ideais. Há um reavivamento em tudo!! E também o famoso lorogùm... aquele que limpa e define as coisas... o brilho afiado de Ogyan que define tudo, que exalta os ânimos, os vícios e as virtudes, que traz à tona à verdade, e os contrastes, colocando tudo em seu devido lugar. Nada mais se paira à sombra, o dia chegou! É o brilho do dia, que com seu esplendor força os contrastres ao extremos clareando e definindo tudo! É a visão e a verdade! Nenhuma dissimulaçao ou meia-verdade resiste ao vigor de seu brilho que define as naturezas e traz à tona as verdades.
Seu elemento: Ar e Água
Seu temperamento: Quente
Sua regência: Vida, criatividade, estratégia, a guerra, as invenções, a inteligência, o debate, o brilho, o dia!
Saudemos então o grande senhor da vida!
Salve o grande guerreiro branco que desconhece à derrota!
Saudemos ao amanhecer do dia, quando surgirem os primeiros raios de vida e de luz!!
“Exeu ê! Epa Babà!! Kabiesy Ogyan!!”
AJALÁ É O OLEIRO PRIMORDIAL
AJALÁ É O OLEIRO PRIMORDIAL
Diz um dos mitos que Ajalá foi incumbido de moldar as cabeças dos homens com a lama do fundo dos rios e outros elementos da natureza. Ele moldava as cabeças e as punha para assar em seu forno. Ajalá tinha, contudo, o hábito de embriagar-se enquanto cozia o barro e criou muitas cabeças defeituosas, queimando algumas e deixando outras com o barro cru. A causa dos problemas que muitas pessoas apresentam antes de serem iniciadas viria exatamente de um ori cru, ou queimado, ou mal proporcionado feito durante alguma bebedeira de Ajalá. Como os orixás não gostam de cabeças ruins, a pessoa ficaria desprotegida, sem a energia do orixá. Depois que Ajalá terminava de fazer os oris (cabeças) Obatalá soprava nelas e lhes dava eni, a vida.
Ajalá é o oleiro primordial. A parte de Oxalá responsável pela criação física dos homens, por seu corpo, sua cabeça (onde vive Ori). Ele representa o aspecto mais orgânico do ser humano; o tipo de barro, de maior ou menor qualidade, mais ou menos cozido (o que implica maior ou menor número de problemas), mais claro ou escuro. Ajalá mistura ao barro folhas, frutas, minérios, sangues e uma série de materiais que determinam como será aquela pessoa, como Ori poderá agir nela. Estes ingredientes, com o tempo perdem o axé (energia) e precisam ser, de vez em quando, repostos, o que é feito nos rituais de candomblé, entre eles a iniciação.
Os mais antigos souberam que Ajalá é o Òrìsá Funfun responsável pela criação de Ori. Dessa forma, ensinaram–nos que Osàálá sempre deve ser evocado na cerimônia de bori. Yemoja é a mãe da individualidade e por essa razão está diretamente relacionada a Ori, sendo imprescindível a sua participação no ritual.
Da fusão da palavra bó, que em yoruba significa oferenda, com ori, que quer dizer cabeça, surge o termo bori, que literalmente traduzido significa “Oferenda à Cabeça”. Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode–se afirmar que o bori é uma iniciação à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos rituais de raspagem, ou seja, pela iniciação ao sacerdócio. Sendo assim, quem deu bori é (Lesè Òrìsà).
É o ORI INU que gerencia a cabeça física do homem. É o Òrìsá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada pessoa tem o seu. É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo, conhece e sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas potencialidades. É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos problemas… ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa, insegura, ruim ORI INU = "Cabeça Interna"
O local mais apropriado para realização deste ritual é a casa de santo. Este deve ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o Bori for acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de repouso e proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber energia do sol nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele que passou pelo bori seja pisada."
É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza, trazendo a esperança, alegria e a harmonia. Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa o bem estar individual no Candomblé. O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade de transformar um " ORI BURUKU" em "ORI RERE".
O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e independe do culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa, mas, sem fugir da finalidade em si). Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o sexo, raça, profissão, idade, nível social da pessoa. O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o Sacerdote deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori e da evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um homem, uma vez que, sem ele, o homem simplesmente não existiria.
Com este ritual busca-se o equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal. Muitas vezes se realiza um ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do caminho da pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro mal possa ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade", não tem freqüência determinada (anual, semestral, mensal, etc.), devendo ser repetido sempre que se mostre necessário. Ori significa, literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser cultuado. É ele o portador do destino humano.
Deve conhecer a finalidade e o significado de cada material que usa. Omi, Obi e Orogbò, por exemplo, são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz, abundância e fertilidade, enquanto o Obi e o Orogbò é usado para aplacar a fúria das adversidades, alimentar e agradar às divindades.
Cada um, como ensina Orùnmilá – Ifá, deve ser grande em seu próprio caminho, pois, embora se escolha o Ori antes de nascer na Terra, os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida. A própria cabeça é síntese de caminhos entrecruzados. A individualidade e a iniciação (que são únicas e acabem, muitas vezes, se configurando como sinônimos) começam no ori, que ao mesmo tempo aponta para as seguintes direções:
OBI ORI - A TESTA
OBI OKAN - O CORAÇÃO
OPA OTUM - MÃO DIREITA
OPA OSSI - MÃO ESQUERDA
ESE OTUM - PÉ DIREITO
ESE OSSI - PÉ ESQUERDO.
Da mesma forma, a Terra também é dividida em quatro pontos: norte, sul, leste e oeste; o centro é a referencia, logo toda pessoa deve se colocar como o centro do mundo, tendo à sua volta os pontos cardeais: os caminhos a escolher e seguir. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições.
Todos os elementos que constituem a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranqüilidade, saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade, mas cabe ao Ori de cada um eleger prioridades e, uma vez cultuado como se deve, proporcioná-las aos seus filhos.
O peixe representa às potencialidades, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade, o seu próprio caminho. As comidas brancas, principalmente os grãos, evocam fertilidade e fartura. Flores, que aguardam a germinação, e frutas, a germinação, simbolizam fartura e riqueza. O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a ori; é a boa semente que se planta e espera-se que dê bons frutos.
O bori prepara a cabeça para que o Òrìsá possa manifestar–se plenamente. Há um provérbio nagô que diz: Ori buruku kósi Òrìsá (A cabeça ruim não tem orixá. É o bori que torna a cabeça boa. Entre as oferendas que são feitas ao ori algumas merecem menção especial. É o caso da galinha d’angola, chamada nos Candomblés de etú ou konkém, que é o maior símbolo de individuação e representa a própria iniciação. A etú é adosú, ou seja, é feita nos mistérios do òrìsá. Ela já nasce com osù, por isso relaciona–se com começo e fim, com a vida e a morte, e por isso está no bori e no asèsè. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições.
Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos mais facilmente e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica perfeita da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na concretização dos nossos objetivos pessoais. O Sacerdote deve saber que durante este ritual a pessoa somente poderá entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado.
Diz um dos mitos que Ajalá foi incumbido de moldar as cabeças dos homens com a lama do fundo dos rios e outros elementos da natureza. Ele moldava as cabeças e as punha para assar em seu forno. Ajalá tinha, contudo, o hábito de embriagar-se enquanto cozia o barro e criou muitas cabeças defeituosas, queimando algumas e deixando outras com o barro cru. A causa dos problemas que muitas pessoas apresentam antes de serem iniciadas viria exatamente de um ori cru, ou queimado, ou mal proporcionado feito durante alguma bebedeira de Ajalá. Como os orixás não gostam de cabeças ruins, a pessoa ficaria desprotegida, sem a energia do orixá. Depois que Ajalá terminava de fazer os oris (cabeças) Obatalá soprava nelas e lhes dava eni, a vida.
Ajalá é o oleiro primordial. A parte de Oxalá responsável pela criação física dos homens, por seu corpo, sua cabeça (onde vive Ori). Ele representa o aspecto mais orgânico do ser humano; o tipo de barro, de maior ou menor qualidade, mais ou menos cozido (o que implica maior ou menor número de problemas), mais claro ou escuro. Ajalá mistura ao barro folhas, frutas, minérios, sangues e uma série de materiais que determinam como será aquela pessoa, como Ori poderá agir nela. Estes ingredientes, com o tempo perdem o axé (energia) e precisam ser, de vez em quando, repostos, o que é feito nos rituais de candomblé, entre eles a iniciação.
Os mais antigos souberam que Ajalá é o Òrìsá Funfun responsável pela criação de Ori. Dessa forma, ensinaram–nos que Osàálá sempre deve ser evocado na cerimônia de bori. Yemoja é a mãe da individualidade e por essa razão está diretamente relacionada a Ori, sendo imprescindível a sua participação no ritual.
Da fusão da palavra bó, que em yoruba significa oferenda, com ori, que quer dizer cabeça, surge o termo bori, que literalmente traduzido significa “Oferenda à Cabeça”. Do ponto de vista da interpretação do ritual, pode–se afirmar que o bori é uma iniciação à religião, na realidade, a grande iniciação, sem a qual nenhum noviço pode passar pelos rituais de raspagem, ou seja, pela iniciação ao sacerdócio. Sendo assim, quem deu bori é (Lesè Òrìsà).
É o ORI INU que gerencia a cabeça física do homem. É o Òrìsá mais importante do ser humano, pois ele é ÚNICO, cada pessoa tem o seu. É Ele quem conhece e está ligado ao destino de cada indivíduo, conhece e sabe das suas restrições, das suas fragilidades , das suas potencialidades. É no ORI que se encontra a ferramenta para a solução dos nossos problemas… ORI RERE = ORI de sorte = Cabeça de sorte, cabeça iluminada ORI BURUKU = ORI sem sorte = Cabeça sem sorte, confusa, insegura, ruim ORI INU = "Cabeça Interna"
O local mais apropriado para realização deste ritual é a casa de santo. Este deve ter bom senso quanto a necessidade de recolhimento. Se o Bori for acompanhado de Eje, é recomendável o recolhimento como meio de repouso e proteção, pois o Ori que está sendo venerado não deve receber energia do sol nem do sereno. O recolhimento evita, ainda, que a "sombra daquele que passou pelo bori seja pisada."
É o BORI que diminui a ansiedade, o medo, a dor e a tristeza, trazendo a esperança, alegria e a harmonia. Desta forma, o BORI é uma das oferendas mais importantes que visa o bem estar individual no Candomblé. O BORI é o ritual que harmoniza o ORI, dando assim a possibilidade de transformar um " ORI BURUKU" em "ORI RERE".
O Ritual de Bori independe de qualquer processo iniciático e independe do culto aos outros Orisás.(variando assim de casa para casa, mas, sem fugir da finalidade em si). Seu objetivo é o de alimentar o Ori, seja qual for o sexo, raça, profissão, idade, nível social da pessoa. O Ritual de Bori é muito sério, complexo e profundo. Por isso, o Sacerdote deve ter grande conhecimento e respeito em relação à questão do Ori e da evolução humana. Ori é o Orisá mais importante na vida de um homem, uma vez que, sem ele, o homem simplesmente não existiria.
Com este ritual busca-se o equilíbrio através da ação do Ori, condutor do destino pessoal. Muitas vezes se realiza um ritual de Bori com o objetivo de afastar o mal do caminho da pessoa, o que não significa que, retirada esta ameaça nenhum outro mal possa ocorrer. Assim sendo, o Ritual de Bori não tem "prazo de validade", não tem freqüência determinada (anual, semestral, mensal, etc.), devendo ser repetido sempre que se mostre necessário. Ori significa, literalmente, cabeça e é, misticamente, o primeiro Orisá a ser cultuado. É ele o portador do destino humano.
Deve conhecer a finalidade e o significado de cada material que usa. Omi, Obi e Orogbò, por exemplo, são elementos indispensáveis no BORI. Omi, a água, representa paz, abundância e fertilidade, enquanto o Obi e o Orogbò é usado para aplacar a fúria das adversidades, alimentar e agradar às divindades.
Cada um, como ensina Orùnmilá – Ifá, deve ser grande em seu próprio caminho, pois, embora se escolha o Ori antes de nascer na Terra, os caminhos vão sendo traçados ao longo da vida. A própria cabeça é síntese de caminhos entrecruzados. A individualidade e a iniciação (que são únicas e acabem, muitas vezes, se configurando como sinônimos) começam no ori, que ao mesmo tempo aponta para as seguintes direções:
OBI ORI - A TESTA
OBI OKAN - O CORAÇÃO
OPA OTUM - MÃO DIREITA
OPA OSSI - MÃO ESQUERDA
ESE OTUM - PÉ DIREITO
ESE OSSI - PÉ ESQUERDO.
Da mesma forma, a Terra também é dividida em quatro pontos: norte, sul, leste e oeste; o centro é a referencia, logo toda pessoa deve se colocar como o centro do mundo, tendo à sua volta os pontos cardeais: os caminhos a escolher e seguir. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições.
Todos os elementos que constituem a oferenda à cabeça exprimem desejos comuns a todas as pessoas: paz, tranqüilidade, saúde, prosperidade, riqueza, boa sorte, amor, longevidade, mas cabe ao Ori de cada um eleger prioridades e, uma vez cultuado como se deve, proporcioná-las aos seus filhos.
O peixe representa às potencialidades, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade, o seu próprio caminho. As comidas brancas, principalmente os grãos, evocam fertilidade e fartura. Flores, que aguardam a germinação, e frutas, a germinação, simbolizam fartura e riqueza. O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a ori; é a boa semente que se planta e espera-se que dê bons frutos.
O bori prepara a cabeça para que o Òrìsá possa manifestar–se plenamente. Há um provérbio nagô que diz: Ori buruku kósi Òrìsá (A cabeça ruim não tem orixá. É o bori que torna a cabeça boa. Entre as oferendas que são feitas ao ori algumas merecem menção especial. É o caso da galinha d’angola, chamada nos Candomblés de etú ou konkém, que é o maior símbolo de individuação e representa a própria iniciação. A etú é adosú, ou seja, é feita nos mistérios do òrìsá. Ela já nasce com osù, por isso relaciona–se com começo e fim, com a vida e a morte, e por isso está no bori e no asèsè. A cabeça é uma síntese do mundo, com todas as possibilidades e contradições.
Quando estamos em harmonia com ele, superamos os obstáculos mais facilmente e assim, certamente conectados à positividade interna e à dinâmica perfeita da natureza, encontramos a vitória e o sucesso na concretização dos nossos objetivos pessoais. O Sacerdote deve saber que durante este ritual a pessoa somente poderá entrar em transe no momento que seu Orisá for louvado.
CONTRA EGUN
CONTRA EGUN
Dentro de todos os rituais do candomblé ele está presente e sua importância é imensa nos preceitos. Mas, o que é contra egum?
É um utilitário trançado a partir da palha da costa.
Segundo os mais antigos, ele pertence a Obaluayê e serve para afastar espíritos desencarnados da pessoa que está passando pela obrigação. É de grande significado, pois com suas rezas e posteriormente com sua imantação através de determinados banhos, ele não permite de forma alguma que espíritos de mortos se aproximem de quem os está usando.
Devemos utilizar os contra eguns mesmo depois de nossos preceitos cumpridos e, sempre que formos a algum lugar infestados de energias negativas (Ex: Cemitérios, hospitais, presídios, ou qualquer lugar que vc sinta a necessidade.)
Algumas pessoas alegam que contra egum pode ser utilizado nos braços, nas pernas ou na cintura, mas isso é um erro. O contra egum somente é utilizado nos braços, o que se usa nas pernas tem outro nome, assim como o que se usa na cintura.
Nas pernas usamos o OPACHORÔ que também pertence a Obaluayê e nesse utiliza-se um guizo preso, pois seu barulho espanta os eguns. Já na cintura usa-se o cordão umbilical (umbigueira) que representa a ligação direta do iniciado com seu Orixá.
É importante lembrarmos que ao usarmos os contra eguns nem mesmo Caboclos, Pretos Velhos ou outra entidade qualquer se aproxima de nós, muito menos se incorporam, pois apesar de serem espíritos iluminados, tbm são eguns.
Egun é o nome dado à todo espirito que passou pela carne, sendo iluminado ou não. Mas na minha concepção, é claro que o ato de se usar "contregun" é extremamente eficiente e direcionado para espíritos nefastos, com um gráu espiritual igual ou abaixo do nosso. Pois eu não creio que o contregum por mais imantado e rezado que seja impediria qualquer espírito de gráu elevado a incorporar em um médium e fazer o bem caso haja uma forte necessidade.
Dentro de todos os rituais do candomblé ele está presente e sua importância é imensa nos preceitos. Mas, o que é contra egum?
É um utilitário trançado a partir da palha da costa.
Segundo os mais antigos, ele pertence a Obaluayê e serve para afastar espíritos desencarnados da pessoa que está passando pela obrigação. É de grande significado, pois com suas rezas e posteriormente com sua imantação através de determinados banhos, ele não permite de forma alguma que espíritos de mortos se aproximem de quem os está usando.
Devemos utilizar os contra eguns mesmo depois de nossos preceitos cumpridos e, sempre que formos a algum lugar infestados de energias negativas (Ex: Cemitérios, hospitais, presídios, ou qualquer lugar que vc sinta a necessidade.)
Algumas pessoas alegam que contra egum pode ser utilizado nos braços, nas pernas ou na cintura, mas isso é um erro. O contra egum somente é utilizado nos braços, o que se usa nas pernas tem outro nome, assim como o que se usa na cintura.
Nas pernas usamos o OPACHORÔ que também pertence a Obaluayê e nesse utiliza-se um guizo preso, pois seu barulho espanta os eguns. Já na cintura usa-se o cordão umbilical (umbigueira) que representa a ligação direta do iniciado com seu Orixá.
É importante lembrarmos que ao usarmos os contra eguns nem mesmo Caboclos, Pretos Velhos ou outra entidade qualquer se aproxima de nós, muito menos se incorporam, pois apesar de serem espíritos iluminados, tbm são eguns.
Egun é o nome dado à todo espirito que passou pela carne, sendo iluminado ou não. Mas na minha concepção, é claro que o ato de se usar "contregun" é extremamente eficiente e direcionado para espíritos nefastos, com um gráu espiritual igual ou abaixo do nosso. Pois eu não creio que o contregum por mais imantado e rezado que seja impediria qualquer espírito de gráu elevado a incorporar em um médium e fazer o bem caso haja uma forte necessidade.
Ikú (Morte)
IKÚ É UM ÒRISÁ
Ikú, a Morte é um Orixá, designado por Olodumare para uma função derradeira. Existem e são raríssimas, pessoas de Ikú que, evidentemente, não são iniciadas, cumprem normalmente seu destino e tem funções específicas num Ilê Axé.
Oyekú Mejí é primeiro caminho à terra, quando o Odú Oyekú Mejí chegou à Terra, a morte ainda não existia. Orixá Ikú (morte) nasce nesse caminho para cumprir sua função na Terra, Opirá. (FIM).
Oyekú Meji representa essencialmente a Morte, a profunda escuridão, representa também o lado esquerdo, o este e o princípio feminino.
Ikú vem buscar a pessoa no dia derradeiro e esteja nas condições que estiver, para levá-la de volta ao interior da terra, ao ventre de Nanã.
Ikú cumpre rigorosamente sua função e somente aqueles que conhecem os omo-odús de Oyekú Mejí, poderá conversar com a morte, e por um breve tempo. Somente através do Imolê Exú e num determinado Odú é e que se faz oferendas a Ikú, estabelecendo pactos e acordos com Ikú para adiar e afastar a morte, aliado aos bons ebós.
Pai Agenor dizia que: a troca pela vida, através de oferendas, é o ponto central do culto aos Orixás, a vida, nada mais é, que a mais valiosa de todas as trocas e também a mais cara.
As trocas não são eternas, chegará o dia que Ikú terá que cumprir sua função e ainda exigirá oferendas, para garantir que só levará apenas um. Há casos famosos de zeladores que depois de mortos, Ikú voltou algumas vezes para cobrar sua oferenda e não encontrando levava seus filhos, acabando muitas vezes, com a casa de candomblé.
Ikú era um jovem guerreiro, forte e muito bonito. Sua beleza era tamanha que impressionava tanto às mulheres quantos aos homens.
As mulheres encantavam-se tanto com sua bela figura que onde quer que o vessem, acompanhavam-no, só para poderem continuar admirando aquela criatura tão encantadora. Não podia desviar os olhos dele.
Os homens, embora tentassem disfarçar ou não querem admitir que estavam encantados com a beleza de Ikú, também acabavam seguindo-o.
Alguns do tipo machão, diziam que seguiam- no somente por curiosidade de saber quem era e onde morava.
Só que Ikú morava a no Igbo-ikù (floresta dos mortos ou floresta da morte), de de onde quem quer que fosse até lá e entrasse, jamais sairia; nunca mais era visto, pois fôra para o Igbo-ikú.
E todo o encanto e beleza de Ikú tinham justamente o objetivo de chamar a atenção das pessoas e atraí-las, e que inadvertidamente seguiam-no e penetravam no igbó-ikú, o reino dos mortos, onde, evidentemente, o rei era o próprio Ikú.
Com Ikú não se brinca, quando Ikú chega o nosso Orixá não está mais conosco, sabe que já cumpriu sua função e somente Orí acompanha a pessoa até o fim.
Axé.
Ayrá
Ayra
Normalmente confundido com Xangô (O Xango que veste Branco), no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Airá é uma divindade da região de Savé muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Savé, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.
Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ori africana. Comeria quiabos, assim como Xangô e Iroko.
Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.
Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas pode ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Obaluaiê, já que Savé é uma região que fica em território Jeje. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Oraniã, assim como Xangô e Aganjú.
No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá seria uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.
Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo como Xangô. Este fato, pode ser evidenciado em uma de suas cantigas que diz: “A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho como um tambor”.
Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã é seria ele quem estabelece sua vontade.
A tradição da Fogueira foi criada por associação ao santo Católico São João, pois na África este ato é inexistente.
Em alguns terreiros de candomblé algumas pessoas afirmam que Airá é uma das qualidades de Xangô. Ele costuma ser visto como uma face mais branda e calma do Orixá do fogo.
AYRÀ era um dos servos de confiança de Sango. OSÀLÚFÓN (ÓÒNÍ DE IFÈ ) fez uma visita as terras de Oyo onde Sango (Oba de Oyo) reinava. No caminho de volta Sango se negou a carregar OSÀLÚFÓN até seus domínios como uma forma de submissão a OSÀLÚFÓN, então designou tal missão a Ayrá. Este por sua vez não só ajudou OSÀLÚFÓN como o carregou nas costas até seus domínios. Ayrá tentou tirar partido da situação intrigando OSÀLÚFÓN contra Sango.
Seu assentamento é na gamela oval e não leva pilão.
A fogueira lhe pertence (Segundo tradição brasileira) e é acesa pelo lado esquerdo. Dentro da fogueira coloca-se :
- Um tacho de cobre com 12 quiabos;
- Uma pedra, representando o ODUN ARÀ;
- Frutas.
Ayrá no seu verdadeiro culto não possui qualidades, pois ele é um Orixá único, assim como Logún edé, mas no Brasil costuma-se cultuar Ayrá com algumas qualidades
Normalmente confundido com Xangô (O Xango que veste Branco), no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Airá é uma divindade da região de Savé muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Savé, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.
Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ori africana. Comeria quiabos, assim como Xangô e Iroko.
Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.
Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas pode ser relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho, redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Obaluaiê, já que Savé é uma região que fica em território Jeje. Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Oraniã, assim como Xangô e Aganjú.
No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá seria uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.
Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo como Xangô. Este fato, pode ser evidenciado em uma de suas cantigas que diz: “A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho como um tambor”.
Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá estabelece a paz e possui uma ação mais imediata em suas funções, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã é seria ele quem estabelece sua vontade.
A tradição da Fogueira foi criada por associação ao santo Católico São João, pois na África este ato é inexistente.
Em alguns terreiros de candomblé algumas pessoas afirmam que Airá é uma das qualidades de Xangô. Ele costuma ser visto como uma face mais branda e calma do Orixá do fogo.
AYRÀ era um dos servos de confiança de Sango. OSÀLÚFÓN (ÓÒNÍ DE IFÈ ) fez uma visita as terras de Oyo onde Sango (Oba de Oyo) reinava. No caminho de volta Sango se negou a carregar OSÀLÚFÓN até seus domínios como uma forma de submissão a OSÀLÚFÓN, então designou tal missão a Ayrá. Este por sua vez não só ajudou OSÀLÚFÓN como o carregou nas costas até seus domínios. Ayrá tentou tirar partido da situação intrigando OSÀLÚFÓN contra Sango.
Seu assentamento é na gamela oval e não leva pilão.
A fogueira lhe pertence (Segundo tradição brasileira) e é acesa pelo lado esquerdo. Dentro da fogueira coloca-se :
- Um tacho de cobre com 12 quiabos;
- Uma pedra, representando o ODUN ARÀ;
- Frutas.
Ayrá no seu verdadeiro culto não possui qualidades, pois ele é um Orixá único, assim como Logún edé, mas no Brasil costuma-se cultuar Ayrá com algumas qualidades
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Acaça
ÀKÀSÀ, ACAÇÁ OU EKÓ: SEU SIGNIFICADO:
As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras. A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígid
os, que nunca podem deixar de ser observados. Todos os Orixás, de Exú à Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com apresença de acaçá. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá. O acaçá, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferenda que restitui e redistribui o axé. O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orixás. Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em deterimento do fundamento. Fato é que quem não faz um bom acaçá, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e fundamento se aprende. Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz. Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício. O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro de candomblé, de pé.
"NÃO EXISTE ACAÇÁ QUE NÃO SEJA ENROLADO NA FOLHA DE BANANEIRA!"
As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras. A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígid
os, que nunca podem deixar de ser observados. Todos os Orixás, de Exú à Oxalá, recebem acaçá. Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé, só acontece com apresença de acaçá. A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá. O acaçá, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferenda que restitui e redistribui o axé. O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os Orixás. Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá. Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em deterimento do fundamento. Fato é que quem não faz um bom acaçá, não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras e diretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituem grandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos de tradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e fundamento se aprende. Fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o Orixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz. Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício. O acaçá deve permanecer fechado, imaculado até o momento de ser entregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira, é o que mantém um terreiro de candomblé, de pé.
"NÃO EXISTE ACAÇÁ QUE NÃO SEJA ENROLADO NA FOLHA DE BANANEIRA!"
Itan de Oxossi
Oxossi mata Oxumarê
Oxossi estava viciado em caçar, Oxossi caçava todo dia e toda noite, oxossi e a aldeia estava em crise de fome, certo dia yemanjá sua mãe pediu para oxossi não caçar na noite seguinte pois na mata estava um orixá encantado, oxossi muito teimoso desobedeceu yemanja e foi caçar na noite seguinte, entrando na mata avistou uma serpente enorme oxossi não pensou duas vezes, ele atirou sua flacha e matou a serpente, contente por ter encontrado uma caça tão prospera levou para sua casa, chegando la oxum sua esposa quando avistou a serpente que oxossi estava trasendo em suas costas, gritou, oxum se desesperou e falou para oxossi que aquela serpente era orixa oxumarê bense dan angorô sagrada, logo a serpente se enroscou em oxossi e engoliu o rei caçador, Oxum desesperada procurou oxala lufã para ressucitar oxossi, oxala atendeu oxum e reviveu oxossi como orixá, o caçador que matou oxumarê, e oxum deu a cidade de ketu para oxossi.
Oxossi estava viciado em caçar, Oxossi caçava todo dia e toda noite, oxossi e a aldeia estava em crise de fome, certo dia yemanjá sua mãe pediu para oxossi não caçar na noite seguinte pois na mata estava um orixá encantado, oxossi muito teimoso desobedeceu yemanja e foi caçar na noite seguinte, entrando na mata avistou uma serpente enorme oxossi não pensou duas vezes, ele atirou sua flacha e matou a serpente, contente por ter encontrado uma caça tão prospera levou para sua casa, chegando la oxum sua esposa quando avistou a serpente que oxossi estava trasendo em suas costas, gritou, oxum se desesperou e falou para oxossi que aquela serpente era orixa oxumarê bense dan angorô sagrada, logo a serpente se enroscou em oxossi e engoliu o rei caçador, Oxum desesperada procurou oxala lufã para ressucitar oxossi, oxala atendeu oxum e reviveu oxossi como orixá, o caçador que matou oxumarê, e oxum deu a cidade de ketu para oxossi.
A IMPORTÂNCIA DAS PINTURAS
A IMPORTÂNCIA DAS PINTURAS
Três elementos são utilizados nas casas de Candomblé, para diversas finalidades e são essenciais pela ação de proteção que exercem: Osun, Efun e Waji.
Osun e Waji são elementos vegetais e Efun é mineral. Todos são transformados em pó para preparar pintura, principalmente, a pintura do ori de iyawos, ou seja, das pessoas que se iniciam no Candomblé.
Osun, Efun e Waji se
rvem aí para proteção da cabeça do iyawo, contra os efeitos negativos das ajé da sociedade das iyami. Isso porque, os pássaros enviados pelas ajé costumam pousar com as asas abertas sobre as cabeças das pessoas. Quando isso acontece, todo o mal fica nessas pessoas. Daí o procedimento de se pintar o iyawo.
Outra forma de se proteger das yamin é passar a mão constantemente pela cabeça, no intuito de impedir o pouso dos pássaros maus e que são denominados de eleye.
Portanto, vale ressaltar a importância da pintura de iyawo com esses elementos Osun, Efun e Waji, pois os mesmos neutralizam a cólera das yamins.
Três elementos são utilizados nas casas de Candomblé, para diversas finalidades e são essenciais pela ação de proteção que exercem: Osun, Efun e Waji.
Osun e Waji são elementos vegetais e Efun é mineral. Todos são transformados em pó para preparar pintura, principalmente, a pintura do ori de iyawos, ou seja, das pessoas que se iniciam no Candomblé.
Osun, Efun e Waji se
rvem aí para proteção da cabeça do iyawo, contra os efeitos negativos das ajé da sociedade das iyami. Isso porque, os pássaros enviados pelas ajé costumam pousar com as asas abertas sobre as cabeças das pessoas. Quando isso acontece, todo o mal fica nessas pessoas. Daí o procedimento de se pintar o iyawo.
Outra forma de se proteger das yamin é passar a mão constantemente pela cabeça, no intuito de impedir o pouso dos pássaros maus e que são denominados de eleye.
Portanto, vale ressaltar a importância da pintura de iyawo com esses elementos Osun, Efun e Waji, pois os mesmos neutralizam a cólera das yamins.
Abian
ABIYAN
Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de pessoas que são classificadas de Abiyans.
A palavra Abiyan quer dizer: Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer dizer "caminho". As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer dizer "aquele que começa", "um novo caminho". E é isto, o Abiyan é uma pessoa que está começando um novo caminho, uma
nova vida espiritual.
O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e, até em alguns casos, ter orixá assentado.
O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas das vezes é classificado.
Um Abiyan pode desempenhar várias atividades dentro de um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a conviver com os já iniciados.
Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá, chama-se Lemó-mú.
Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de pessoas que são classificadas de Abiyans.
A palavra Abiyan quer dizer: Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer dizer "caminho". As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer dizer "aquele que começa", "um novo caminho". E é isto, o Abiyan é uma pessoa que está começando um novo caminho, uma
nova vida espiritual.
O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e, até em alguns casos, ter orixá assentado.
O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas das vezes é classificado.
Um Abiyan pode desempenhar várias atividades dentro de um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a conviver com os já iniciados.
Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá, chama-se Lemó-mú.
Porque enfeitamos a arvore de Iroko?
Hoje, vamos falar um pouco sobre a importante Árvore de Ìróko, na qual habita o Òrìsà do mesmo nome. É também, uma pequena homenagem a célebre Egbon Cidália de Iroko, que faleceu esse ano, e que teve um papel de importância singular para o Candomblé do Brasil.
Muitas pessoas que vão às festas de Iroko, observam com atenção os enfeites colocados nessa misteriosa árvore. Muitos acreditam que os enfeites são colocados para deixar a árvore mais bonita em suas festividades, mas a verdade é que, como tudo que há no Candomblé, os enfeites de Iroko não são colocados ao acaso.
Uma antiga história africana, conta que existia uma mulher chamada Oloronbi que não conseguia ter filhos. Ela sempre que passava diante de uma gigantesca árvore de Iroko dizia: "Oh Meu Pai, eu sou muito solitária, se o senhor me der um filho ou uma filha para eu não ficar mais sozinha nesse mundo, eu lhe darei uma cabra e azeite de dendê".
Sempre que Oloronbi passava diante de Iroko ela repetia sua súplica. Iroko comovido com o sofrimento de Oloronbi, fez com que ele engravidasse. Oloronbi ficou muito feliz ao saber que estava grávida, mas esqueceu-se da promessa que havia feito a Iroko. Quando seu filho nasceu, ela todos os dias passava diante da árvore sagrada, sem sequer reverenciá-la. Iroko muito triste com o descaso de Oloronbi, resolveu tomar para si aquela criança, sendo que foi ele o responsável por ela ter engravidado. Desta forma, num dia em que Oloronbi parou diante da árvore de Iroko, à noite, para conversar, Iroko sem que ela percebesse chamou a criança para dentro do seu gigantesco tronco, cuidando dela.
Oloronbi ficou desesperada, pois não sabia o que havia acontecido com sua criança, procurando um Sacerdote de Orisa, para saber o que tinha acontecido. O sacerdote consultou o Deus da Adivinhação e disse que a criança de Oloronbi estava no tronco de Iroko, pois ela não realizou aquilo que havia prometido. O Sacerdote disse que ela mandasse fazer alguns bonecos e bonecas de madeira, como se fossem seus filhos e que, novamente parasse diante de árvore de Iroko, comentando que estava muito feliz por ter outros filhos e que, no momento em que Iroko fosse pegar os bonecos, ela teria a oportunidade de pegar sua criança e que no outro dia, fosse novamente diante da Árvore oferecer a cabra e o azeite que havia prometido, pedindo perdão a Iroko.
Oloronbi fez o que o sacerdote havia recomendado, resgatando sua criança. No outro dia, Oloronbi ofertou a cabra e o azeite, enfeitando á arvore com os brinquedos, para que todos soubessem que se ela tinha conseguido uma criança, era pelas graças de Iroko.
Essa história mostra-nos duas coisas importantes, a primeira é que jamais devemos esquecer de nossas promessas e, a segunda é que jamais podemos ficar diante de Iroko a noite.
Como nasceu Ori
Como nasceu Ori
ORI em iorubá significa CABEÇA. O Ori está acima dos Orixás, pois nenhum Orixá, nem mesmo Olodumare atenderá um pedido do ser humano, que não tenha sido autorizado por seu Ori.
Conta a lenda que os Orixás e Ancestrais se rebelaram, querendo ter os poderes e a sabedoria do Deus supremo. Como mensageiro nomearam Exu, que levou as reivindicações a Olodumaré. Este lhes enviou um poderoso obi, e, orientado por Ifá, determinou que após deixá-lo a noite inteira numa encruzilhada, os Orixás e Ancestrais deveriam tentar parti-lo para mostrar seu poder.
Ori era apenas uma pequena bola, que não possuía sequer um corpo para se apoiar, e ninguém o respeitava. Para conseguir partir o obi, procurou Ifá, que o aconselhou a fazer uma oferenda para os Odus, para conseguir a força de todos eles. Além disso deveria espojar-se na poeira do chão por algumas horas.
No dia seguinte todos já estavam preparados para tentar partir o obi, quando chegou Ori, espojando-se na poeira. Um a um os Orixás foram fracassando na tentativa, pois o obi era muito forte e resistente.
Ori se apresentou e, como última opção, deixaram-no tentar. Com seu peso caiu sobre o obi, que se partiu em seis gomos. Todos ficaram muito felizes.
Olodumaré, ao receber a notícia, imediatamente enviou uma linda almofada, onde Ori se instalou. Dessa forma Ori ganhou um corpo para sustentá-lo. Orixás e Ancestrais exclamaram: ORI APERE!
A partir desse momento, Ori nasceu. Passou a ser dotado de Iwa, a existência, dada por Olodumaré, como prémio por ter sido o único a conseguir partir o fruto-ventre.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Bori
BORI — pronúncia correta BÓRÍ (alguns pronunciam BÔRÍ) — A palavra vem de bo + ori: adorar a cabeça, comida a cabeça; cerimônia através da qual a pessoa passa a ser consagrada aos Orixás. Oferenda à cabeça. Ritual no qual é cultuado o Ori (cabeça), o princípio da individualidade, considerado por muitos sacerdotes como a grande iniciação.
Bori ou Bori significa “alimentar o Orí”, é uma cerimônia adepta também no candomblé e em Casas de Santo (orixá) de Nação (candomblé, jejê, nagô, angola, etc..), onde nós homenageamos (alimentamos) um dos mais importantes Orixás. O Bori é feito em muitas situações, tais como: antes de qualquer grande oferenda ao nosso Orixá (incluindo iniciação), quando nos sentimos enfraquecidos — sem poder de concentração, confusos, quando os búzios nos dizem para que o façamos, etc.
As oferendas são oferecidas à Orí ( Orixá que representa nossa cabeça) devem ser decididas através de consulta ao oráculo de Ifá, (ou jogo de buzios no candomblé) sendo classificados de acordo com os elementos integrantes de cada individuo em particular. O destino de uma pessoa depende de sua titude para com a vida. O Orí é uma dinvindade que tem o objetivo de servir a uma pessoa à qual está ligado por força do poder de Olodumare.
Enquanto os Orixas (Orisa) são os intermediários entre os homens e Olodumare o Orí é o intermediário entre o homem e seu Orixa.
Neste ritual, a cabeça é quem fala e decide. Orí tem desejos próprios.
Veja uma “ Adura Orí ”(orin, reza, louvação, saudação), dedicada a Orí, ver que traduzido também fica muito bonito o que se está cantando, e pedindo no ato de uma reza, o que se está pedindo para aquela pessoa, e os que estão presente em um fundamento altamente religioso do culto afro (culto de adoração aos Orixás).
APÉ RÉ ORI Ô – Nos pedimos boa sorte ao Orí
ADA NIXE WE – por que a cabeça tem muita luta
MO JUBÁ BE O ORÍ O – eu lhe saúdo minha cabeça
ADA NIXE WE – que tem muito a fazer
A N LÉSÉ ORIXÁ. – aos pés do Orixá
Enquanto os Orixas (Orisa) são os intermediários entre os homens e Olodumare o Orí é o intermediário entre o homem e seu Orixa.
Neste ritual, a cabeça é quem fala e decide. Orí tem desejos próprios.
Veja uma “ Adura Orí ”(orin, reza, louvação, saudação), dedicada a Orí, ver que traduzido também fica muito bonito o que se está cantando, e pedindo no ato de uma reza, o que se está pedindo para aquela pessoa, e os que estão presente em um fundamento altamente religioso do culto afro (culto de adoração aos Orixás).
APÉ RÉ ORI Ô – Nos pedimos boa sorte ao Orí
ADA NIXE WE – por que a cabeça tem muita luta
MO JUBÁ BE O ORÍ O – eu lhe saúdo minha cabeça
ADA NIXE WE – que tem muito a fazer
A N LÉSÉ ORIXÁ. – aos pés do Orixá
Fava de Aridan
àrìdan ou aridam é o nome de uma arvore de origem africanas, cultivada no Brasil que produz frutos com o mesmo nome, seu nome científico é tetrepleura ou tetraptera (Schum & Thour).
Fava de aridan como é chamado pelo povo de santo é um fruto sagrado "ewe orixa" que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos ritos de odu ejé, sasanha, abô e assentamento de orixá como exu, ogum, obaluaye, oxum, xango e outros a depender do oro axé.
No sentido de proteger o terreiros e os filhos de santo contra as mazelas e feitiços, são colocadas favas de aridan em quase todos os ibas orixás e na preparação de pós, chamados de pó de pemba, efun ou atin e soprado pela iyamorô ou iyalorixa em todo compartimento do ile axé.
Segundo verger este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxarias praticadas pelas feiticeiras africanas (Ìyàmi), principalmente para livrar pessoas que estão sobre efeito malévolo dessas entidades "trabalho para enlouquecer alguém", ou mesmo na iniciação para tornar-se Ìyàmi.
Dentro dos fundamentos de santo, é comum o uso de favas para que se dê o complemento do encantamento do assentamento ou mesmo a proteção do yawô bem como da casa.
A mais utilizada dentro das casas de Santo, é a Aridan, de origem africana e que lá possui o mesmo nome, sendo que este se traduz como fruta, isso no dialeto yorúba, já na região do congo, ela é conhecida como Kiaka, Evaka, Chiacha, entre outros. Seu nome científico é: tetrepleura ou tetraptera (Schum & Thour).
Foi trazida para o Brasil pelos escravos, com a finalidade ritualística bem como farmacológica. (Essa fruta, (fava), existe ainda hoje na África central, e constitui-se basicamente de uma árvore com aproximadamente 30 metros de altura, segundo os estudiosos), e produz seus frutos que são constituídos da seguinte forma: 04 frutos alados, tendo uma polpa carnuda e dentro das mesmas encontramos as sementes. Possui essa fruta um perfume picante e odor aromático. Devido a isso, muitos acreditam que ela tem o poder de repelir insetos.
Dentro da farmacologia afro, ela é utilizada no combate a convulsão, hanseníase, inflamações, e ainda aplicada nas dores de reumatismo.
Nos rituais de Orixá, nada se faz sem o uso dessa poderosa fava, que é utilizada desde os tempos mais remotos, por sacerdotes das diversas regiões da África.
A Aridan é muito conhecido do povo de Candomblé por ser talvez a mais sagrada de todas as favas de utilidade religiosa, mesmo Exú leva essa fava em seu assentamento, e jamais se faz matança para Orixá sem que ela esteja presente dentro do Ibá Orixá.
Sua utilidade como disse acima, serve tanto para o encantamento como para a proteção da pessoa e da casa. Nessa utilização, essa fava corta os males feitos por feiticeiros e impede até mesmo que o mal olhado atinja a pessoa, sua casa ou seu local de trabalho.
Apesar de ter tantas utilidades, ela não é posta na cabeça da pessoa, cabendo essa utilidade apenas ao obi e ao orobô. Em caso a pessoa ser perseguida por inimigos, basta que se mantenha essa fava dentro de casa ou escritório, pronunciando as palavras litúrgicas para que ela mantenha o ambiente salutar e afastar toda a energia negativa.
Sua utilização dentro do Candomblé é universal, sendo que todas as nações a utilizam e praticamente da mesma forma. Apenas ressalto que somente um sacerdote devidamente preparado pode utilizar essa ou qualquer outra fava nos rituais litúrgicos.
Fava de aridan como é chamado pelo povo de santo é um fruto sagrado "ewe orixa" que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos ritos de odu ejé, sasanha, abô e assentamento de orixá como exu, ogum, obaluaye, oxum, xango e outros a depender do oro axé.
No sentido de proteger o terreiros e os filhos de santo contra as mazelas e feitiços, são colocadas favas de aridan em quase todos os ibas orixás e na preparação de pós, chamados de pó de pemba, efun ou atin e soprado pela iyamorô ou iyalorixa em todo compartimento do ile axé.
Segundo verger este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxarias praticadas pelas feiticeiras africanas (Ìyàmi), principalmente para livrar pessoas que estão sobre efeito malévolo dessas entidades "trabalho para enlouquecer alguém", ou mesmo na iniciação para tornar-se Ìyàmi.
Dentro dos fundamentos de santo, é comum o uso de favas para que se dê o complemento do encantamento do assentamento ou mesmo a proteção do yawô bem como da casa.
A mais utilizada dentro das casas de Santo, é a Aridan, de origem africana e que lá possui o mesmo nome, sendo que este se traduz como fruta, isso no dialeto yorúba, já na região do congo, ela é conhecida como Kiaka, Evaka, Chiacha, entre outros. Seu nome científico é: tetrepleura ou tetraptera (Schum & Thour).
Foi trazida para o Brasil pelos escravos, com a finalidade ritualística bem como farmacológica. (Essa fruta, (fava), existe ainda hoje na África central, e constitui-se basicamente de uma árvore com aproximadamente 30 metros de altura, segundo os estudiosos), e produz seus frutos que são constituídos da seguinte forma: 04 frutos alados, tendo uma polpa carnuda e dentro das mesmas encontramos as sementes. Possui essa fruta um perfume picante e odor aromático. Devido a isso, muitos acreditam que ela tem o poder de repelir insetos.
Dentro da farmacologia afro, ela é utilizada no combate a convulsão, hanseníase, inflamações, e ainda aplicada nas dores de reumatismo.
Nos rituais de Orixá, nada se faz sem o uso dessa poderosa fava, que é utilizada desde os tempos mais remotos, por sacerdotes das diversas regiões da África.
A Aridan é muito conhecido do povo de Candomblé por ser talvez a mais sagrada de todas as favas de utilidade religiosa, mesmo Exú leva essa fava em seu assentamento, e jamais se faz matança para Orixá sem que ela esteja presente dentro do Ibá Orixá.
Sua utilidade como disse acima, serve tanto para o encantamento como para a proteção da pessoa e da casa. Nessa utilização, essa fava corta os males feitos por feiticeiros e impede até mesmo que o mal olhado atinja a pessoa, sua casa ou seu local de trabalho.
Apesar de ter tantas utilidades, ela não é posta na cabeça da pessoa, cabendo essa utilidade apenas ao obi e ao orobô. Em caso a pessoa ser perseguida por inimigos, basta que se mantenha essa fava dentro de casa ou escritório, pronunciando as palavras litúrgicas para que ela mantenha o ambiente salutar e afastar toda a energia negativa.
Sua utilização dentro do Candomblé é universal, sendo que todas as nações a utilizam e praticamente da mesma forma. Apenas ressalto que somente um sacerdote devidamente preparado pode utilizar essa ou qualquer outra fava nos rituais litúrgicos.
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